Opinión

Desafíos no uso parlamentar das tres linguas periféricas (e II)

Na anterior entrega discurría sobre a aprovação do uso das linguas periféricas no Congresso e proposta de uso no Parlamento Europeu. E considerando exento de qualquer problema o uso de um deles, o euskera, parecia menos pacífico o uso dos outros dous.

Outro dos idiomas reconhecido (e em causa na EU) seria o catalão; mas qual deles? Para mi o catalão padrão é o que se fala na Catalunya, que pode ter variedades dialetais no próprio território catalão que em nada afetariam (falo do aranês p.ex.), com graves questões idiomáticas, especialmente com o valenciano, que se aparta do tronco comum, e incluso com o que se fala nas Baleares. Penso que acabará impondo-se o catalão da Catalunya pola sua origem, troncalidade, convencimento e força dos seus falantes, mas um PP iletrado no Pais Valencià pode tomar como bandeira contra Catalunya o idioma (tema no que a direita tem experiência), sem esquecer os partidos políticos que defendem o valenciano. Não esqueçamos que no Parlamento espanhol Catalunya mantem uma importante representação catalanista, incluso fora dos partidos nacionalistas (exceto a direita espanholista), mentras que no Pais Valencião os representantes são maioritariamente espanholistas e de direitas que podem ridiculizar incluso seu próprio idioma como vimos as desafortunadas  e balbuciantes palavras de sua daquela alcaldesa Rita Barberá. Mas a briga penso que fica servida. Também no Parlamento Europeu, se chegasse o momento de admitir o emprego dos outros tres idiomas do Estado espanhol, o mais provável é que no caso do catalão o reconhecido fosse o catalão de Catalunya-

O caso do galego é diferente aos outros dous. No Galego existem dous blocos idiomáticos netamente diferenciados: o normativizado (vulgo, o da Xunta, e com grande aproximação ou incluso dependência do tronco castelhano) e o reintegracionista ou lusista (da troncalidade do galego.portugués); alem do comum, o particular de alguns escritores e o da RAG que não o adota nem a Xunta. Pois bem, qual será a modalidade que se vai oficializar no Congresso?, Muito me temo que o castelhanizante e oficial da Xunta que será o que falem os congressistas espanholistas elegidos na Galiza, se alguma vez falam em galego, e imos ver que passa com o representante do BNG, único que empregará o galego a cotio, partido que ainda que vê com simpatia e futuro o galego reintegrado não se sacode o uso oficial do normativizado.

E se chegara o caso, que passaria no Parlamento Europeu com o galego? Vejo pouco provável a hipótese de que se admitisse como galego um idioma carente de originalidade. O galego-castelhano, normativizado ou reinventado, resulta um híbrido que se alonga do seu tronco originário que é o galego-português para aceitar a tutela do tronco da língua castelhana da que acabará sendo um dialeto. O galego-português procede de um tronco comum único, quarto idioma falado no mundo, espalhado por quatro continentes e oficial em varias nações, idioma também oficial na União Europeia, que já foi empregado por anteriores deputados galegos como José Posada e Camilo Nogueira e agora pola representante do BNG, Ana Miranda, polo tanto nós na EU não temos problemas de idioma; o venhem empregando com normalidade nossos representantes, os deputados eleitos na Galiza polo BNG. Há poucas semanas num artigo de Miguel Anxo Bastos, em NÒS diário, já se destacava esta realidade que, estamos certos, acabará por ser normal. Uma vez mais, menos mal que ainda nos fica Portugal.

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