Afonso Vázquez-Monxardín
Estramadura, e a decisión do PSOE
Depois de quase cinco meses morando na Bengala indiana, e, em concreto, na 'Morada da Paz' de Tagore, desde o passado 11 de novembro, venho de aterrar na minha Terra. O primeiro acto público com o que me encontrei foi o da homenagem póstuma a Manuel de Dios, celebrado o sábado dia 2 na nossa Deputaçom. Por estar ausente da minha cidade naquela altura, desconhecia que, com o apoio de todos os grupos políticos, no pleno do último novembro, fora aprovada a concessom da medalha de ouro da Deputaçom, a título póstumo, ao professor, escritor e músico ourensano e, por uma prolongada etapa, director do Coral de Ruada, Manuel de Dios Martínez. Por isto tampouco pudem aderir-me a tam merecido reconhecimento, estampando a minha assinatura, junto com a de outros ourensanos e ourensanas que muito lhe queriamos a de Dios. Ao que por primeira vez conhecim como companheiro no Instituto do Poussio, no curso 1971-72. Aquele ano eu terminara a minha licenciatura em Pedagogia na Complutense madrilenha e o primeiro trabalho que encontrei como docente foi no antigo Instituto ourensano (hoje com o nobre nome de Otero Pedraio), para impartir Introducçom às Ciências da Educaçom no COU diurno e nouturno e Filosofia no sexto curso da jornada nouturna, tendo como director de departamento a outro grande galego como foi Jesús Ferro Couselo.
Manolo de Dios era o jefe de estudos das classes nouturnas, que desempenhava com auténtica maestria e sensibilidade. O meu relacionamento com ele foi muito importante, pois chegamos a configurar um grupo de professores (eu era o mais novel) de verdadeiros amigos, que todos os dias durante o curso saiamos a tomar juntos café e algum que outro copo de bom vinho, a cantar e tertuliar. Lembro com nostálgia, que no grupo estavam todos aqueles professores (entre os que recordo o de desenho, o de língua filho de Taboada Chivite e a sua companheira e a professora de história), imoralmente repressaliados polo director Ogando Vázquez.
De Dios era como um pai para todos, e para aqueles professores que tantos problemas tinham com a direcçom, era uma verdadeira bençom. Tanto, que o clima tam agradável que se respirava na sua companhia, servia de bálsamo para aqueles, fazendo-lhes esquecer o tratamento que receviam de quem nunca teve qualidades humanas para ser director e professor. Mais tarde o meu relacionamento com de Dios foi como director do Coral, quando assistia a algumas das suas actuações e à festa anual dos amigos em Usseira.
Estando já em Ourense, eu nom podia faltar a esta homenagem tam merecida, que com tanto acerto se lhe tributou. Num acto maravilhoso, cheio de sentimentos positivos e de sano ourensanismo, o acto foi perfeito em tudo e todos os intervenientes no mesmo mereciam uma matrícula de honra.
A actriz Marisa Calvo no recitado de dous formosos poemas do homenageado; o seu grande amigo Arturo na laudátio que realizou sobre ele, bela, concissa e perfeita; o seu filho ao recolher a medalha no seu pequeno e fantástico discurso; Valhadares na leitura do acordo de concessom e o grupo musical dos 'Velhos Amigos' na interpretaçom das duas lindas e emocionantes cantigas 'Ourense ao longe' e 'Ourense no solpor'.
Deixo para o final a intervençom, excelente como sempre, do presidente e meu amigo José Luis Baltar, artífice principal desta acertada homenagem, polo que lhe transmito os meus sinceros parabéns.
O acto foi magnífico e cheio de galeguismo e ourensanismo, como há muito nom tenho disfrutado. Agora fica que uma das suas cantigas passe a ser o hino da nossa cidade, e que, por quem corresponda, se lhe dedique uma rua da cidade ou uma praça e se levante um monumento. A um Manuel de Dios que sempre levou a Ourense no seu coraçom. De maneira digna, nobre e sincera, como bom e generoso que era.
E tudo isto o necessitamos como água de maio, para levantar a auto-estima de ourensanos e ourensanas, hoje bastante polo chao. Por isto extranhei a ausência no acto dos candidatos a alcaides dos grupos que hoje governam daquela maneira o nosso concelho.
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