Afonso Vázquez-Monxardín
Estramadura, e a decisión do PSOE
Em colaboraçom com a Deputaçom Provincial, desde o ano 1995, durante os meses de verão, a ludoteca itinerante da ASPGP, pom a andar o programa Ourense Lúdico na nossa cidade e província. Com atividades artísticas e lúdicas gratuítas e pensado para crianças de 3 a 14 anos, tem sido objeto de estudo em congressos diversos sobre o jogo, nacionais e internacionais, tomando-o como modelo para dinamizar os tempos livres e de férias das crianças. Na procura de despertar afeições positivas nos rapazes. Para aprender a usar bem os tempos livres ou de lazer. O que vai ser muito importante nas etapas posteriores da sua vida, ao saber como passar o tempo de forma agradável, educativa e em positivo. Do programa que comento, já com uma larga história, este ano cumpriu a sua décimo-sétima ediçom. E puderam disfrutar de ele rapazes e rapazas dos bairros ourensanos de O Vinteum, Seixalvo, Marinhamansa e muitos nenos e nenas filhos de inmigrantes, que moram no centro da nossa cidade, que assistiam todos os martes e joves de manhá às atividades que tinham lugar no colégio Padre Feijóo da rua de Dr. Fleming. Na província participaram muitos nenos e nenas dos concelhos de Esgos, Paderne, Vilar de Bárrio, Monterrei (alternativamente nas localidades de Alvarelhos, Medeiros e Vilaza), Sandiás, Ginzo de Lima, Celanova, Ramirás, Cartelhe-Outomuro, Avióm, Beade e Carvalhinho. Vinte monitores jovens coordenaram as atividades artísticas, a base de manualidades variadas, e lúdicas, participando em jogos e brinquedos populares e tradicionais galegos. Com materiais, como a rá, a turra-soga, os sacos, os bolos, o piom, as argolas, o para-quedas, a bilharda, a corda ou a chave. E sem materiais, como o pano, o marro, o truco, o saltar a mula, as carreiras, a carretinha, o escondite, a pita cega, a viola corrida, o sapo, os carros romanos, os quatro cantinhos ou o cavalo. Tambem na cidade algúns dos rapazes participaram em programas de rádio.
Os organizadores e colaboradores, contando ademais com a colaboraçom dos concelhos respeitivos, levam adiante este programa porque consideram que depois de comer, jogar é para as crianças o mais importante. Os nenos necessitam alimento adequado, jogar e brincar e ser apreciados sem sobre-protecçom. É muito importante que as pessoas com as que convivem as crianças, começando polos pais e os mestres, os tratem com carinho e com alegria, sabendo como motiva-los e estimula-los. Desenvolvendo a sua criatividade, a sua psicomotricidade, tam importante, e dando respostas positivas à sua inata curiosidade. Porque as crianças som o futuro do mundo, e todo quanto se organice por eles e para eles será sempre pouco. Podemos poupar dinheiro em muitos temas, mas nunca o devemos fazer na educaçom e formaçom dos rapazes, que é o melhor investimento de todos. Infelizmente, na ediçom do Ourense Lúdico deste ano houve um recorte obrigado no seu orçamento dum vinte por cento. Por isto, nom se pudo levar o programa, como em outras edições se fazia, a dez colégios do rural na segunda quinzena de setembro, uma vez iniciadas as aulas. Nesta atividade já tradicional, os organizadores, ao defender a importância do jogo na infância, apoiam-se nos estudos e pescudas de educadores tam importantes como Piaget, Claparède, Decroly, Montessori, Chateau, Huizinga e todos os do movimento das Escolas Novas. Polo que se refere ao valor do uso dos jogos tradicionais galegos, têm presentes os importantes trabalhos de Risco, Ben-Cho-Shei, Taboada, Bouça-Brei, Joaquim Lourenço, Romaní, Brandim, Pires de Lima, e, muito especialmente, os de António Cabral, da cidade portuguesa de Vila Real. Que publicou interessantes estudos sobre a sua recolha de jogos populares na comarca portuguesa de Tras-Os-Montes. E que som exactamente como os nossos. Que temos a sorte de contar com uma grande riqueza deste tema na Nossa Terra. Espero que no verão do próximo ano, a pesares da crise económica, se possa levar para adiante a ediçom décimo-oitava do programa ao que lhe dedicamos o artigo de hoje.
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